
Olhando para Phoenix e Tempe do alto
Antes de viajar…
Se você não tem um passaporte da Comunidade Européia e não faz parte de uma pequena lista de países amigos, inevitavelmente você precisa de um Visto para viajar para os Estados Unidos. Já li e ouvi diversos relatos, negativos obviamente, de pessoas que tentaram inúmeras vezes sem sucesso. Eu mesmo tentei a alguns anos atrás e recebi um não como resposta. Todo o processo é relativamente fácil: preencher alguns formulários, reunir documentos que provem que você trabalha e tem condições financeiras para pagar a viagem, e por último, fazer uma entrevista no Consulado Americano. Muitas vezes isso não é o suficiente. Felizmente, no começo desse ano tentei novamente e dessa vez o resultado foi positivo.
Com o visto na mão, precisava apenas comprar as passagem. A alguns anos atrás meu banco me enviou um cartão de crédito com o programa de milhas da American Airlines. Coincidência ou não, eu tinha o número exato de milhas necessárias par viajar para a América do Norte. No dia 12 de Fevereiro de 2009, menos de uma semana após receber meu passaporte com o visto, embarquei para Phoenix, Arizona. Fiz uma rápida parada em Dallas, Texas para passar pela imigração e pegar a conexão para o meu destino final. Tudo foi tudo muito rápido e tranquilo.
Quando cheguei em Phoenix e comecei a passear pela cidade, eu parecia uma criança em uma loja de brinquedos. Foi engraçada esse sensação, pois gosto muito de analisar e prestar atenção em tudo que é novo. E naquele momento tudo era novo e diferente. A cidade fica no meio do deserto, literalmente, e é cercada por outras cidades menores como Scottsdale e Tempe. O estado do Arizona é conhecido pelo sol e altas temperaturas no ano inteiro e fica localizado entre Califórnia, Novo México, Utah, Colorado e logo acima do México. Mesmo estando no final do inverno a temperatura estava cerca de 30º C . Sinceramente não gostaria de imaginar como é o verão.
Primeiras Impressões
A primeira coisa que me chamou atenção foi o tamanho de tudo. Desde embalagens de comidas e bebidas, passando por carros, ruas, avenidas e casas tudo é absurdamente grande. E digo isso mesmo vindo de uma cidade grande como São Paulo. Acredito que o tamanho das casas, ruas e avenidas está relacionada a vasta área plana que abriga essas cidades. O lado ruim disso, é que você precisa de carro para tudo e tempo disponível para “viajar” de um lugar para o outro.
Outra nítida diferença é relacionada ao transito. Onde tem uma placa e Pare, os carros param. Quando estamos perto de uma escola e o limite de velocidade reduz para 25km por hora, os carros reduzem. Mesmo em grande cruzamentos onde virar a direita é permitido quando o sinal está vermelho, as coisas funcionam. Não posso generalizar e comparar com todas as outras cidades dos EUA (pois provavelmente nem todos os lugares são assim), mas fiquei com um pouco de inveja de tudo disso. Quem mora em São Paulo sabe o que estou falando.
Além disso, você pode começar a dirigir quando completa 16 anos (mas isso varia para cada Estado), porém somente aos 21 você pode beber. Ou seja, na teoria você tem cerca de 5 anos para aprender a dirigir antes de misturar com álcool. Lógico que isso é apenas na teoria, mas diversos locais fui solicitado a mostrar meu ID antes de beber uma cerveja. Quantas vezes isso aconteceu comigo no Brasil? No máximo duas… em toda a minha vida.
Em relação as pessoas, sinceramente fiquei positivamente surpreendido. Em todos os lugares que eu fui, e isso inclui restaurantes, bares e diferentes tipos de lojas, sempre fui muito bem recepcionado. “Bom dia!”, “Como você está?” e um sorriso no rosto era algo absolutamente normal. Comparando com a Argentina e até mesmo com o Brasil, que em geral somos bem receptivos e simpáticos, era algo diferente do que estava acostumado.
Além de tudo isso, confirmei algo que já sabia. São Paulo é uma cidade cara. Comparando preços de alguns produtos como comidas, bebidas, livros e eletrônicos, praticamente tudo é mais barato. Não vou comentar preço de carros porque a diferença é maior ainda. É ridículo como pagamos caro (impostos + impostos + impostos) por carros de qualidade muitas vezes inferior, sem ABS, Airbags e outros itens de segurança que são obrigatórios nos EUA. A realidade é essa: eu compraria mais coisas nos EUA com o salário que eu tinha em reais, do que no meu próprio país. Mas novamente, não gostaria de generalizar ainda mais porque a tributação, o custo de vida e os salários são diferentes entre o dois países.
Essas foram as primeiras coisas que me chamaram atenção. De uma forma geral foi tudo muito positivo. Em breve mais informações e fotos sobre os próximos destinos: Grand Canyon, Tucson, Flagstaff e Sedona no Arizona e Denver e Vail no Colorado.






